Na manhã dessa terça-feira (1°), foi aberta pela Prefeitura Municipal de Caxias a Campanha Dezembro Vermelho, que traz como tema “Caxias na luta pela redução da transmissão vertical do HIV”. A ação foi realizada no Centro da cidade e tem por objetivo prevenir os caxienses contra o vírus da aids. Na ocasião, foram distribuídos preservativos e máscaras de proteção facial.

“É importante que as pessoas tomem mais cuidado para evitar o vírus”, disse Felipe dos Santos, motociclista.

“É melhor para a nossa saúde o uso do preservativo. Às vezes o não uso pode prejudicar a saúde futuramente”, lembra Maycon de Deivisson, motorista.

“Como um dos temas abordados é a transmissão vertical, é importante lembrar que as mães devem fazer um bom pré-natal para que assim possamos estar diminuindo o número de crianças nascendo com o HIV”, frisa Gentil Oliveira, vereador eleito.

“Eu estou muito feliz em participar dessa campanha. Muitas pessoas estão focadas na covid-19 e esqueceram do HIV. Por isso, estou aqui prestando a minha solidariedade e chamando a atenção para se cuidarem”, reforça Torneirinho, vereador eleito.

Uma das metas é impedir a transmissão do vírus da mãe para o filho. A transmissão nesse caso pode ou não ocorrer. O organismo da mãe é capaz de suprimir o vírus e a criança pode nascer sem ele. Uma das formas mais adequadas para garantir a saúde da criança é a realização do pré-natal.

A CAMPANHA

A Campanha Dezembro Vermelho marca uma grande mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, que tanto aflige os brasileiros. Em média, em 2019 havia 38 milhões (31,6 milhões — 44,5 milhões) de pessoas vivendo com HIV no mundo.

 

A DOENÇA EM NÚMEROS

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, com base em dados de 2019, 135 mil pessoas conviviam com o HIV e não sabiam. O país apresentou ano passado mais de 900 mil pessoas com casos de aids.

No Brasil, no ano de 2000 até junho de 2019, foram notificadas 125.144 gestantes infectadas com o HIV. De 1980 a junho de 2019, foram identificados 966.058 casos de aids no Brasil, segundo o Boletim Epidemiológico. O país tem registrado, anualmente, uma média de 39 mil novos casos de aids nos últimos cinco anos.

O dia 1º de dezembro é considerado o Dia Mundial de Luta contra a Aids. De acordo com o Ministério da Saúde, o Maranhão registrou entre 2008 e 2018 um aumento de 41,7% na taxa de detecção da doença por 100 mil habitantes. Em reflexo disso, o estado ocupa a 4ª posição no ranking em relação aos demais estados, ficando atrás do Rio Grande do Norte, Amapá e Tocantins.

“O Dia Mundial de Combate à Aids é também um dia de reflexão, onde o nosso sistema de saúde se mobiliza de modo integral, facilitando o acesso das pessoas. Estamos com novos projetos, onde vamos descentralizar serviços. Nós convidamos as pessoas a se prevenirem”, destaca Carlos Alberto de Sousa, secretário municipal de Saúde.

No Maranhão, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a maior incidência de pessoas infectadas com o vírus está entre jovens ou adultos com faixa etária de 25 a 50 anos, com base em dados de 2019.

IDENTIFICAÇÃO DA DOENÇA

A doença pode ser identificada em até 30 minutos com a realização de um teste rápido de sangue, que é realizado nas Unidades Básicas de Saúde e no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA).

 

PREVENÇÃO E TRATAMENTO

A prevenção ainda é o método mais eficaz para combater a infecção pelo vírus. O uso da camisinha ainda é um método muito eficiente contra a aids e as infecções sexualmente transmissíveis.

A aids ainda não tem cura, mas tem tratamento. Sendo identificada no início, o tratamento com medicamentos antirretrovirais ajuda a diminuir a multiplicação do vírus HIV. Segundo o Ministério da Saúde, existem atualmente 21 medicamentos que são usados para o tratamento da doença e que são distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (Sus).

“Pelo fato de ter a medicação, as pessoas têm relaxado na prevenção. É necessário que as pessoas compreendam que viver sem aids é o melhor, mas infelizmente todos os públicos estão relaxando. Qualquer pessoa pode pegar HIV quando exposta a uma situação de risco. É importante que as pessoas compreendam que uma relação sexual desprotegida pode resultar em transmissão”, afirma Kelma Bezerra, coordenadora do CTA/SAE.