Profissionais de saúde do Hospital Infantil Drº João Viana trabalham a saúde mental e gerenciamento de emoções

As ações da campanha Setembro Amarelo seguem acontecendo em Caxias. Desta vez, colaboradores do Hospital Municipal Infantil Dr. João Viana participaram de uma palestra e de um momento de diálogo sobre a importância do cuidado com a saúde mental e da prevenção ao suicídio.

Jainara Galvão, diretora geral do Hospital Municipal Infantil Dr. João Viana, frisou sobre a importância de levar a atividade para os funcionários. “Nós, enquanto direção, tenta proporcionar esses momentos com os profissionais, e até com os pais dos pacientes que estão aqui buscando atendimento e é importante a gente tratar essa temática, para que eles tomem consciência que podem buscar ajuda, que às vezes sentem os sintomas de depressão, sintomas de ansiedade, angústia e nem sempre conhecem o próprio corpo e a própria mente”, disse.

A atividade abordou temas como a forma de lidar com as emoções, os sinais de alerta para o sofrimento psíquico, além da importância de oferecer apoio e buscar ajuda quando necessário. A psicóloga, Karina Vitória, falou sobre a importância de desmistificar o cuidado com a saúde mental. “O tema central é a questão do suicídio e a importância da prevenção e também de falar do Setembro Amarelo, não somente no mês de setembro, mas durante todo o ano, porque a gente vive em uma sociedade que vem com a saúde mental adoecida e como existem vários preconceitos entorno do cuidado, em relação ao psicólogo, a questão de ir ao psiquiatra. Vou trazer um pouco dessa visão e desmistificar um pouco desses preconceitos”, disse.

A iniciativa integra a programação desenvolvida ao longo do mês pela rede municipal de saúde, que tem promovido ações de conscientização e valorização da vida em diferentes unidades e serviços. “Essas ações são de extrema importância, principalmente no que se fala ao atendimento e em relação à questão psicológica. Nós observamos que quando um funcionário não está bem psicologicamente, ele vem para o trabalho, mas não desenvolve aquela função como deve ser, com excelência. Muitas vezes ele é interpretado como mal-educado ou grosseiro, mas às vezes a gente não sabe o que ele está carregando, o que está em casa ou em outro lugar, de que forma ela está vivendo”, finalizou a diretora administrativa, Lívia Sena.