Depois de dois dias de programação, o Festival do Babaçu chegou ao fim nesse sábado (19), na Rua das Sombrinhas, no Morro do Alecrim, em Caxias. O encerramento reuniu cultura, gastronomia, empreendedorismo, música e valorização das tradições ligadas ao babaçu, destacando o potencial econômico desse importante patrimônio da região.

“É importante um festival desse no âmbito urbano, para que as pessoas possam valorizar. O festival eleva isso para a sociedade. A Nelinha mostra como a quebradeira de coco, ela tenha a devida importância. É bastante importante este festival, para que possamos preservar e manter a sustentabilidade dessa cultura”, frisa Luciana Soares, secretária municipal de Atividades Produtivas e Inspeção Animal.


“Para nós é importante essa parceria, porque nós desenvolvemos elas. Nós buscamos que elas entendam que elas têm retorno financeiro. A gente quer que elas melhorem as atividades, tornem os produtos mais competitivos e se tornem empreendedoras de fato”, destaca Tayane Duarte, representante do SENAR.


Um dos pontos altos do festival foi o Campeonato de Quebradeiras de Coco, que reuniu mulheres de diferentes comunidades em uma atividade que valoriza o conhecimento tradicional e a força do trabalho feminino.
“Fui criada quebrando coco, desde pequena. Eu tiro azeite, eu tiro 50 kg de azeite por semana. Eu gostei de vencer o concurso. Que eles continuem valorizando as quebradeiras de coco”, disse Maria Francisca, Quebradeira de Coco.

A programação também contou com rodas de conversa com empreendedoras, que apresentaram experiências e possibilidades de geração de renda a partir do aproveitamento das riquezas e dos diferentes derivados do coco babaçu.
“Na minha cidade, ainda não aconteceu um festival como esse. E, estando aqui em Caxias, me deparei com este evento. Quero desejar para as pessoas que estão nesse campeonato merecem nota mil. Acho que devem ter um olhar mais cuidadoso em direção a estas quebradeira de coco”, frisa Mãe Dilma, moradora de Santa Inês.

A gastronomia também ganhou destaque com um concurso de pratos elaborados à base do babaçu e seus derivados. Entre as receitas apresentadas estavam torta de sorvete de mesocarpo, broa de tapioca no azeite de babaçu, bolo de pote de babaçu, camarão no coco babaçu e azeite, doce de mamão com leite e brigadeiro de mesocarpo. Todos os pratos também estavam sendo comercializados.

“A gente tem a oportunidade de mostrar o que podemos fazer com o derivado do Babaçú. O festival é de suma importância para nós. A gente tem Bolo no Pote, Beijú, Mesocarpo, Azeite de Coco, Conserva no Azeite de Coco, Sabão e Sabonete”, frisa Shirley de Sousa, vendedora e participante do Festival Gastronômico.


A criatividade dos participantes mostrou que o fruto pode ser utilizado de diferentes maneiras, unindo tradição, sabor e oportunidades de empreendedorismo. A programação de encerramento ainda contou com o desfile da Miss Babaçu e apresentações musicais, entre elas a da cantora Silvana Moraes, proporcionando ao público momentos de celebração e entretenimento.
“Isso que estamos valorizando agora, a gente jogava tudo fora. Cada dia que passa a gente agrega valor e como aproveitar cada vez mais. É a primeira vez que estou participando do desfile, eu pensei que iria ficar nervosa, mas estou tranquila”, disse Elisvalda Nunes, participante do Concurso Miss Babaçu.

Ao final de dois dias, o Festival do Babaçu deixou como mensagem a importância de valorizar as quebradeiras de coco, preservar os saberes tradicionais e reconhecer o babaçu como fonte de cultura, identidade, alimentação e geração de renda.
“O Festival veio diferenciado para fortalecer a economia criativa. Foi um momento de fortalecimento dessa classe, das quebradeiras de coco e fortalecer essa história. E, para fechar tivemos a Miss Babaçú, Festival Gastronômico e o Campeonato de Quebradeiras de Coco também”, destaca Neta Pinheiro – Presidente da Associação dos Artesãos de Caxias


“O 3º Festival do Babaçú cresceu. O nosso objetivo é mostrar que elas conseguem gerar renda, através do saber ancestral, transformar as comunidades, através dos insumos das comunidades, fazendo com que a economia aconteça dentro da comunidade. Nós temos um apoio da Prefeitura de Caxias, onde nós temos o programa Flor do Campo, com o apoio do SENAR e Sebrae nós conseguimos o Prêmio Prefeitura Empreendedora”, destaca Francyane Barradas, empreendedora do Instituto Gran Cocais.








