Seminário debate política de atendimento da Casa Abrigo Transluz

Dentro da programação da Semana da Diversidade, em alusão à 21ª Parada da Diversidade de Caxias, foi realizado nessa sexta-feira (25) um Seminário voltado à construção da política de atendimento da Casa Abrigo Transluz. O encontro aconteceu no auditório da Prefeitura de Caxias e reuniu representantes do poder público, instituições de justiça e entidades da sociedade civil.

“O momento não é só de festa, mas também é importante discutir políticas públicas, e hoje está se discutindo a Casa Abrigo Transluz que é para atender pessoas em situação de vulnerabilidade. Esse esforço da sociedade civil e do empresariado é importante para que ela possa funcionar, porque além da estrutura tem as condições de funcionamento com os profissionais, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais”, disse Ana Cláudia, Promotora Pública.

A Casa Abrigo Transluz tem como proposta oferecer acolhimento e proteção a pessoas da população LGBTQIAPN+ que estejam em situação de vulnerabilidade, criando um espaço de apoio e segurança para quem necessita de atendimento e proteção. Durante o seminário, foram discutidas diretrizes, responsabilidades e estratégias para a construção de uma política de atendimento que considere as necessidades específicas desse público.

“O Seminário é uma escuta pública para que os segmentos possam construir uma política afirmativa dentro das necessidades do segmento. A Casa transluz precisa se estruturar trazer convênios para que possamos estruturar como um todo”, disse Brendo Oliveira, coordenador Municipal de Políticas LGBTQIAPN+.

“Nós já conseguimos avançar em muitas políticas para a população LGBTQIAPN+, com a secretaria, coordenação, plano municipal, escuta, disque garantia direitos humanos, e hoje nós queremos trabalhar a política de atendimento do abrigo Transluz. Caxias mais uma vez segue avançando”, disse Francyane Barradas, secretária Adjunta de Direitos Humanos.

O encontro contou com a participação da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres, representantes da Promotoria de Justiça, Defensoria Pública e organizações da sociedade civil. A construção coletiva da proposta busca fortalecer a rede de proteção e garantir que a Casa Abrigo Transluz seja estruturada a partir do diálogo entre as instituições e da participação social.

“A Casa Abrigo já existe há 5 anos, só que não existe toda uma estrutura. As pessoas que vêm elas vem com problemas e precisa de atendimento psicológico e social. A gente está construindo em parceria com o poder público”, destaca Edilson da Cohab, fundador da Associação de Gays, Lésbicas e Profissionais do Sexo (AGLEPS).

“É importante este momento de construção de políticas públicas. É uma casa de acolhimento para atender pessoas de 18 a 65 anos, que estejam em situação de vulnerabilidade, violência por LGBTfofia, e de perca de vínculos familiares. A casa tem o objetivo de proteger e também ressocializar”, disse Nandos Santos, coordenador administrativo da Associação de Gays, Lésbicas e Profissionais do Sexo (AGLEPS).