O Complexo Hospitalar Gentil está preparando os seu colaboradores para identificar pacientes com sinais que indiquem que ele está precisando de alguma assistência do ponto de vista emocional, psicológico, dentre outras. Com o tema: atuação profissional frente ao comportamento suicida no hospital, o objetivo é evitar que as pessoas tirem a própria vida. A ideia aqui é preparar os profissionais para que de maneira sutil saiba identificar o paciente e proporcione a ele, uma assistência adequada, encaminhando para os serviços dentro da rede de saúde.

O nosso curso foi desenvolvido para falar com os profissionais, sobre como é importante manejar o paciente de maneira adequada. Dentro do comportamento suicida ela está em sofrimento. Então, ao entrar no hospital ela precisa receber o acolhimento”, explica Antônio Montovam, psicólogo

Falar do acolhimento a pessoa que tenha alguma ideia suicida cabe ao profissional da psicologia, mas também a todas as pessoas. Uma pessoa que tenta cometer o ato suicida, ela fez isso por um motivo, uma angústia. A falta de aceitação é uma das coisas que acontece. Por isso devemos acolher bem”, frisa Inara Maria – psicóloga

Ajudar os pacientes a enxergar as soluções, mostrar que existe um caminho para superar os problemas enfrentados é uma das missões dos profissionais de saúde, mas qualquer pessoa, segundo o psicólogo, pode fazer a diferença na vida de outra pessoa. As adversidades da vida podem e devem ser menores que a capacidade de buscar ajuda, de encontrar o suporte necessário, caso a pessoa não consiga resolver sozinha o sofrimento emocional.

Esse acolhimento cabe a todos nós. A gente faz toda orientação ao paciente e a família, para que a pessoa procure onde deve ser atendida na rede de saúde e posteriormente ao apoio psicológico“, lembra Inara Maria, psicóloga.

“A unidade também é um ponto de informação, porque a partir daqui, a gente conversa com a família para buscar ajudar. Ele precisa saber onde encontrar a psicoterapia, onde o profissional da psicologia vai atender e estar ajudando de maneira ética e humanizada“, explica Antônio Montovam, psicólogo.