Nesta quinta-feira (23), foi realizada mais uma Formação Continuada da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola. O encontro aconteceu no auditório da Escola Joaquim Francisco e reuniu professores, gestores, coordenadores e profissionais do apoio pedagógico da rede municipal, que assistiram a uma palestra ministrada pela professora de Filosofia da Rede Estadual de Educação, Larissa Abreu, que também é agente regional de governança da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola.

“Essa política pretende passar por todo o currículo. Falar de uma educação antirracista é falar de uma educação que valoriza o próprio território, em todo o currículo, de forma transversal, e prioritariamente em História e Arte, em toda a rede. Todo o público precisa compreender esse processo de construção de uma educação que valoriza a produção e oportunidades iguais de educação”, ressalta Larissa Abreu, professora de Filosofia.

“É uma ação muito importante, porque é um reconhecimento da nossa cor. É um processo de grande relevância para a nossa educação. Aqui estamos recebendo informações, nós gestores, e vamos levar para a nossa comunidade escolar”, frisa Teresa Cristina, gestora da Escola Zeferino Borges, no povoado Sussuarana, 1º Distrito.

A Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, instituída pelo Ministério da Educação (MEC), estabelece a capacitação continuada como eixo estratégico para o enfrentamento do racismo e a valorização da diversidade no ambiente escolar, além de preparar os profissionais da educação para práticas pedagógicas mais inclusivas, sensíveis às diferenças e comprometidas com a equidade racial.

A política incentiva o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena, a educação escolar quilombola, além da adoção de práticas antirracistas, com foco no combate ao racismo estrutural nas escolas e na promoção de uma educação mais justa e igualitária.

“Não é só para as escolas quilombolas. A política de combate ao racismo perpassa toda a rede municipal. O município assinou o pacto com essa política em 2024, e ela vem para que a gente perceba a importância da educação étnico-racial dentro das escolas que não são quilombolas. Esta formação é permanente, e teremos outra em junho”, ressalta Dalva Maciel, coordenadora da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola em Caxias (PNEERQ).













