Profissionais médicos da Atenção Primária à Saúde participaram de uma oficina de cocriação do projeto de manejo clínico, voltada ao fortalecimento da assistência prestada na rede básica. A atividade teve como principal objetivo capacitar os profissionais para qualificar o atendimento a pacientes com condições crônicas, promovendo um cuidado mais resolutivo, humanizado e integrado. A oficina foi ministrada na Sala Master da Unifacema, nesta quinta-feira (25).
“Estamos aqui representando o Projeto Cardio, que visa qualificar o manejo clínico na Atenção Primária em Saúde. O projeto oferece soluções como: autocuidado apoiado, estratificação de risco, dentre outras. Nós estamos apenas com os representantes das unidades, para que eles ajudem a selecionar quais as soluções são melhores para que sejam replicadas nas unidades, beneficiando a população. O projeto também atua na saúde da mulher e saúde da gestante”, frisa Samuel de Jesus, enfermeiro.
A oficina integra as ações do Projeto Cardio, uma iniciativa de saúde que atua no rastreamento, diagnóstico precoce e manejo de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão arterial, diabetes mellitus e obesidade. O projeto busca qualificar o cuidado desde a porta de entrada do sistema de saúde, fortalecendo a atuação dos profissionais da Atenção Primária em Saúde.
“O projeto contempla todos os profissionais. Nesta etapa, contempla os médicos, onde eles vão aprender formas de manejo, organização de agendas, tudo para organizar a linha de cuidado dos pacientes crônicos dentro da unidade básica de saúde, os hipertensos e diabéticos”, destaca Noelia Cunha, enfermeira de apoio técnico de condições crônicas na Atenção Primária em Saúde.
Durante a oficina, os participantes puderam contribuir na construção de estratégias de manejo clínico, alinhando protocolos, fluxos de atendimento e práticas baseadas em evidências. A proposta de cocriação permitiu que as experiências do dia a dia dos profissionais sejam incorporadas ao planejamento das ações, garantindo maior efetividade na aplicação das diretrizes.
“É de extrema importância estas ações da Beneficência Portuguesa e do Ministério da Saúde, para que possamos ser facilitadores no manejo clínico, educar os pacientes sobre hábitos de estilo de vida. Eles estão trazendo a nós, médicos que estamos na ponta, para que possamos ver as nossas dores e possamos trabalhar os acertos e melhorar”, ressalta Ana Cristina, médica.
O Projeto Cardio envolve diferentes frentes da rede de atenção, incluindo o Consultório na Rua, a Atenção Prisional, o programa Saúde na Hora e as Unidades Básicas de Saúde (UBS), e oferece soluções que vão desde a gestão do cuidado até a busca ativa de pacientes, contribuindo para o acompanhamento contínuo e a prevenção de complicações.
“Este projeto é de grande importância, uma vez que ele vem para matriciar as condições crônicas. Eu fico feliz enquanto profissional, porque ele vem nos ajudar. Hoje nós temos resultados satisfatórios, nós conseguimos reverter os quadros de pacientes que já vêm com diagnósticos de amputações às vezes, e este projeto é um ganho”, destaca Elaine Irena, enfermeira do Centro Especializado em Hipertensão Arterial e Diabetes Rosário Gentil.