Representantes da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional de Caxias se reuniram, nessa quinta-feira (23), para tratar sobre o Protocolo Brasil Sem Fome, do Governo Federal. O objetivo foi tratar sobre a operacionalização das ações e o mapeamento de famílias em situação de insegurança alimentar e informar ao governo.

Kamila Sousa, representante da CAISAN Caxias, frisou o tema da reunião. “Vamos buscar estratégias para trabalhar e fazer buscas ativas dessas pessoas que estão em maior vulnerabilidade, faltando comida na mesa. Nós já estamos trabalhando essas ações aqui no município, mas agora vamos unificar, juntamente com as demais secretarias, e elaborar planos de estratégias para que essas famílias não passem mais por essas situações”, disse.

Na oportunidade, foi definida a equipe que será responsável por realizar o mapeamento, além do alinhamento das estratégias de atuação. Natalia Coelho, representante da Secretaria Municipal de Saúde, falou sobre a participação da pasta. “A Secretaria de Saúde vai participar como articuladora também desse protocolo. A gente vai fazer o mapeamento, através de uma triagem, para saber onde estão essas famílias em situação de segurança alimentar dentro do município. Quando forem identificadas as famílias, serão colocados os programas e ações a serem desenvolvidos dentro do município para diminuir o risco de insegurança alimentar”, disse.

Na reunião estiveram presentes representantes das Secretarias Municipais de: Proteção Social, Primeira Infância e Pessoa Idosa; Secretaria Municipal de Saúde; Atividades Produtivas e Inspeção Animal; Direitos Humanos e Política para as Mulheres; Meio Ambiente, Mudanças Climáticas e Proteção Animal; e Secretaria Municipal de Educação, Ciências e Tecnologia. O trabalho integrado entre as pastas deve contribuir para o levantamento de dados e para a implementação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da insegurança alimentar.

O Protocolo Brasil Sem Fome foi instituído em 2025 e é uma estratégia federal para identificar e atender famílias em insegurança alimentar grave, integrando saúde, assistência social e segurança alimentar. Ele prioriza 500 municípios com alto risco, utilizando triagem do Sistema Único de Saúde e Cadastro Único para incluir famílias em programas como o Bolsa Família.

Dentre os pontos do Protocolo estão: identificação e acompanhamento, além de criar um fluxo de atendimento integrado, onde agentes de saúde identificam famílias em risco e o sistema social providencia atendimento. Oferece ainda apoio técnico e institucional aos municípios para mapear e combater a fome localmente.


