Serviços Socioassistenciais e de saúde são levados à comunidade quilombola Usina Velha

A comunidade quilombola Usina Velha recebeu os serviços itinerantes do Centro de Conivência do bairro Salobro, nessa quarta-feira (29). A proposta contou com a parceria da Universidade Estadual do Maranhão e de empresas do município, e levou serviços de saúde, espaço beleza e atividades de recreação para os moradores.

Maria Rita, coordenadora do Centro de Convivência do Salobro, falou sobre o projeto desenvolvido pelo equipamento. “É um projeto voltado para toda a comunidade, não só zona urbana, mas também como zona rural. Além de a gente vir porque gostamos, eles também fizeram o convite. A gente traz design de sobrancelha, a bandinha da Alegria, que é do Centro de Convivência Salobro, brindes para fazer sorteio e aquela parceria com a nossa Secretaria de Proteção Social, que sempre está nos ajudando, e o nosso prefeito Gentil Neto também, que dá total apoio”, contou.

A atividade contou com aulão de dança, pintura no rosto, testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis, aferição de pressão arterial e glicose, além de diversas ações da Secretaria Municipal de Proteção Social, Primeira Infância e Pessoa Idosa.

O morador, Samuel Vale, elogiou a iniciativa. “A população precisa muito dessas ações, pois muitas vezes não temos oportunidade e tempo de ir a uma Unidade Básica de Saúde ou a ir a uma clínica e trazendo aqui é uma maravilha. Nós ficamos felizes e gratos”, disse.

“É uma ação social bem-vinda para os moradores aqui da Comunidade Usina Velha. É um serviço bem aproveitável, é maravilhoso”, destacou a moradora, Cassilda Maria.

Além disso, alunos da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) realizaram coleta de sangue para uma pesquisa, que além de colaborar com a saúde da população, também servirá para que o Governo Federal tenha um mapeamento das condições de saúde das comunidades quilombolas. Os exames vão indicar as condições de saúde: hepatites A, B e C, Sífilis e HIV. O trabalho é desenvolvido pela parceria entre Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Secretaria Municipal de Saúde e Universidade Estadual do Maranhão. O esforço conta com uma pesquisa de mestrado e estudantes de medicina que são bolsistas do Programa de Iniciação Científica.

A acadêmica de medicina, Isadora Castelo Branco, explicou sobre a pesquisa. “A gente está pesquisando a incidência, ou seja, quantos casos novos temos de hepatite dentro das populações quilombolas. As populações quilombolas são populações que não são muito pesquisadas, que o atendimento da saúde delas já é mais marginalizado, e principalmente quando falamos de doenças sexualmente transmissíveis, que é o caso das hepatites que a gente está pesquisando aqui. É muito pouco falado entre elas o uso de preservativo, o teste, que, por exemplo, toda a gestação tem que fazer, mas se não faz o pré-natal direito, às vezes não faz o teste durante a gestação. A nossa pesquisa começa partindo disso, vamos ver quantas pessoas têm hepatite”, frisou.

A ação da Gestão Municipal reforça a importância de iniciativas que aproximam serviços essenciais da população, promovendo saúde, bem-estar e inclusão social. “O nosso objetivo é fortalecer vínculos com a comunidade e também fortalecer o trabalho em rede, com várias secretarias e entidades juntas, para oferecer o melhor serviço para a nossa comunidade”, finalizou Priscila Magalhães, Secretária Adjunta de Primeira Infância.