A cidade de Caxias abriu nesta segunda-feira (18) a programação da 24ª Semana Nacional de Museus, realizada no Memorial da Balaiada, integrando a mobilização nacional promovida em comemoração ao Dia Internacional dos Museus. O evento reúne centenas de instituições culturais em todo o Brasil com ações voltadas à valorização da memória, da cultura e do patrimônio histórico. Estudantes da escola João Lisboa e IEMA também estiveram presentes na abertura.
“É uma forma de incentivar os estudantes a conhecerem a história do nosso município, a história que nós temos na formação não só de Caxias, mas da história do Maranhão e do Brasil. Então, conhecer o Memorial da Balaiada é conhecer um pouco da história do Brasil”, disse Conceição Melo, professora de História.
Com o tema “Museus: Unindo um Mundo Dividido”, a edição de 2026 reforça o papel dos museus como espaços de diálogo, preservação da memória, promoção da cultura e construção da paz entre os povos. Em Caxias, a programação especial acontece nos dias 18 e 19 de maio, contando com atividades culturais, educativas e artísticas abertas à comunidade.
“É sempre bom colaborar com estas pontes de memória, é um espaço de resistência da Balaiada. Conhecer a história é voltar ao passado, entender o presente e fazer um futuro melhor. Às vezes a gente vê as pessoas falando de outros lugares e esquece de conhecer a própria cidade”, ressalta David Sousa, fotógrafo.
A abertura oficial ocorreu às 09h, com uma apresentação especial de violino do músico Mesquita, proporcionando ao público um momento de sensibilidade artística e valorização cultural. Durante a programação, os visitantes também puderam conferir a exposição fotográfica “Pontes de Memória”, do fotógrafo David Sousa, além da mostra “Minha Casa, Minha Vida, Minha Vila”, apresentada por Ezíquio Barros Neto.
“Mostrando a importância que têm as crianças conhecerem a nossa história. Quem conhece o passado conhece o seu presente e projeta o seu futuro. E, assim, nós seguimos com esta parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Caxias, conhecendo esta maravilha que é o Memorial da Balaiada, e com a especialista no assunto, que é Mercilene Torres”, frisa Adenilson Dias, secretário municipal de Educação, Ciências e Tecnologia.
O evento conta ainda com exposição de artesanato, exibição de documentário sobre a Balaiada, apresentações sobre a história do Memorial da Balaiada e diversas outras atividades que destacam a importância da preservação da memória histórica e cultural da região.
“O Memorial da Balaiada não é apenas um mostruário do acervo bélico e de outros utensílios utilizados no período, que foi bastante difícil para os caxienses, camponeses e negros, dentre eles como Cosme Bento das Chagas, e aqui ele encontrou um aliado, Raimundo Gomes, o ‘Cara Preta’. E esta história está nos livros de história. O Memorial é uma grande escola para disseminar esta história”, frisa Wibson Carvalho, poeta caxiense.
A Semana Nacional de Museus em Caxias está sendo um espaço de aprendizado, troca de experiências e fortalecimento das identidades culturais, aproximando a população do patrimônio histórico e incentivando, nas novas gerações, o sentimento de pertencimento e valorização da cultura local. Nestes dois dias, o Memorial da Balaiada também recebe exposição e venda de artesanato local.
“A partir do momento em que fazemos esse trabalho formativo com a criançada, com os jovens, eles conhecem um pouco mais a nossa história, têm mais apego, conhecem o passado e projetam o seu futuro. Através da Semana de Museus, nós conseguimos repassar um pouco da Caxias do passado, a Caxias do presente, aqui no Memorial da Balaiada, este local de memória, para que eles tenham este encontro com o passado”, frisa Maciel Mourão, secretário municipal de Cultura e Patrimônio Histórico.
“Estamos aqui com a exposição sobre o Babaçu, mostrando o nosso artesanato feito com o babaçu. Nós fizemos a parte de arranjo, brinco, pulseiras, chaveiros, dentre outras coisas”, destaca Neta Pinheiro, presidente da Associação dos Artesãos de Caxias.
“O Memorial da Balaiada faz parte do circuito nacional de museus. E o Conselho Internacional de Museus, anualmente, lança uma temática, e este ano o tema é – Museus: ‘Unindo um Mundo Dividido’. Então, o Memorial desenvolve ações baseado no tema. A nossa equipe decidiu fazer as nossas ações em dois dias. O nosso próprio memorial tem uma exposição permanente, mas nós temos parceiros: o fotógrafo David Sousa, Ezíquio Barros Neto, além do Mesquita com violinistas. Os museus são lugares que integram, espaços de inclusão, educativos. O Memorial da Balaiada preserva e mantém viva a história da Balaiada”, destaca Mercilene Torres, coordenadora do Memorial da Balaiada.