A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Coordenação Municipal da Atenção Primária, realizou nessa quarta-feira (27), na Sala Master da UniFacema, um treinamento sobre o MI-mhGAP, metodologia da Organização Mundial da Saúde (OMS) voltada à ampliação e qualificação do cuidado em saúde mental na Atenção Primária.
“A nossa Atenção Primária é a porta de entrada da saúde, e por isso nós precisamos capacitar os profissionais que não são especializados a acolher, manejar e conduzir os pacientes, para que os Centros de Atenção Psicossociais não fiquem lotados de pacientes que não são para eles. O MI-mhGAP é um treinamento de intervenção a transtornos mentais neurológicos, uso de álcool e outras drogas de pacientes que são atendidos na Atenção Primária”, frisa Livia Paiva, enfermeira.
A capacitação foi direcionada a médicos, enfermeiros e equipes multiprofissionais, com o objetivo de fortalecer o manejo e o atendimento de pessoas com depressão, ansiedade, psicose e outros transtornos mentais, promovendo uma assistência mais humanizada, acolhedora e resolutiva.
“Mundialmente estamos percebendo que as pessoas estão demandando por atendimentos voltados a saúde mental, tem muitos casos de depressão, ansiedade, por vários fatores. A Atenção Primária a Saúde pode resolver muitos casos sem precisar passar pelos Centros de Atenção Psicossociais, que deixam mais congestionados, a demora no atendimento, a demanda se torna maior, então, o médico sendo treinado para isso, ele consegue atender a demanda no começo”, frisa Luciana Galiza, médica.
O MI-mhGAP, sigla para Mental Health Gap Action Programme Intervention Guide, é uma metodologia criada pela Organização Mundial da Saúde para orientar profissionais da Atenção Primária no reconhecimento, avaliação e tratamento de transtornos mentais, neurológicos e relacionados ao uso de substâncias. A proposta busca ampliar o acesso aos cuidados em saúde mental, especialmente em locais onde há maior demanda e menor oferta de especialistas.
“Esse treinamento vem nos auxiliar no manejo e atendimentos de pacientes, para que eles não precisem recorrer ao Centro de Atenção Psicossocial, um problema que muitas vezes pode ser resolvido na própria Unidade Básica de Saúde. Antes desse treinamento nós enviávamos primeiramente ao Centro de Atenção Psicossocial, e se de fato não fosse o perfil deles, eles nos encaminhavam para a Unidade Básica de Saúde”, destaca frisa Laise Miranda, Enfermeira da Unidade Básica de Saúde do bairro Salobro.
Durante o treinamento, os profissionais receberam orientações técnicas e práticas sobre estratégias de acolhimento, identificação precoce dos transtornos, acompanhamento clínico e encaminhamento adequado dos pacientes, fortalecendo a rede municipal de atenção à saúde mental.
“Dificilmente a pessoa vai sozinha, mas nós temos o Agente Comunitário de Saúde, que fazem a busca ativa. Uma pessoa que está passando por um luto por exemplo, isso não precisa ir para o Centro de Atenção Psicossocial. Então, é por isso que estamos capacitando estes profissionais para que eles atendam os nossos usuários”, frisa Livia Paiva, enfermeira.