Encerramento da Campanha Maio Laranja tem palestra sobre a Escuta Protegida

Foi realizada nessa sexta-feira (29), em Caxias, a solenidade de encerramento da Campanha Maio Laranja, mobilização nacional voltada ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A campanha tem como principal objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância da prevenção, da denúncia e da proteção da infância e da adolescência contra todas as formas de violência sexual.

Nós encerramos a Campanha, mas não encerramos o trabalho, o trabalho dura o ano todo, porque só assim vamos conseguir tirar muitas crianças de abusos e aliciamentos. Temos que denunciar, temos que procurar o Conselho Tutelar. Temos que proteger nossas crianças”, disse Cinthya Lucena, secretária adjunta de Proteção Social.

Ao longo de todo o mês de maio, diversas ações educativas e de conscientização foram promovidas no município, envolvendo escolas, unidades básicas de saúde, equipamentos sociais, caminhada, blitz educativa, palestras e outras atividades voltadas à ampliação das informações preventivas junto à população. O Conselho Tutelar também esteve no encerramento da Campanha.

Estamos hoje na finalização da Campanha, que é nacional. Estamos entre os órgãos de proteção, mas deixando claro que toda a população continue denunciando. O Conselho Tutelar está de portas abertas. Infelizmente ano passado tivemos o número de 203 atendimentos em 2025, envolvendo casos de abusos, aliciamentos, gravidez precoce, com pessoas dentro da família. Este ano não queremos esta mesma porcentagem. Este ano tivemos 10 casos registrados durante a Campanha”, disse Ecenilde Alves,

O encerramento aconteceu no auditório da Prefeitura de Caxias e contou com uma palestra sobre a Escuta Protegida, que é o sistema de atendimento integrado, estabelecido pela Lei Federal nº 13.431/2017, que garante proteção a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. Durante o evento, Kátia Braga, mobilizadora do UNICEF, ressaltou que o município está trabalhando na construção de um fluxograma de atendimento que busca garantir mais assertividade no acompanhamento e na proteção de crianças e adolescentes, fortalecendo a rede de proteção e o trabalho integrado entre os órgãos envolvidos.

Os municípios estão trabalhando a implementação da Lei, que é a Lei da Escuta Protegida, como forma de proteção das crianças contra as violências. Uma das missões é construir um fluxo integrado e um protocolo integrado do município de como atender as crianças. A Campanha sempre tem sucesso, sempre aumenta as denúncias. E, nós queremos dizer que a Escuta Protegida é uma forma de estarmos preparados para escutar as crianças”, frisa Kátia Braga, mobilizadora contra a violência do Selo Unicef.