A Prefeitura de Caxias, em parceria com o Governo do Estado, realizou neste domingo (19) mais um mutirão de cirurgias oftalmológicas, ampliando o acesso da população a procedimentos essenciais para a saúde da visão. Ao todo, 250 pessoas foram beneficiadas com cirurgias de catarata e pterígio, contemplando moradores de Caxias e também de municípios da região.
“Eu vim acompanhando meu esposo e aproveitei esta oportunidade aqui e, graças a Deus, deu certo. Estou cheia de expectativa para enxergar tudo. Eu estou muito feliz. A visão é algo muito importante”, disse Célia Machado, moradora de Itapecuru-Mirim.
A catarata é uma doença caracterizada pela perda da transparência do cristalino, a lente natural do olho. Com isso, a visão fica embaçada, dificultando atividades simples, como ler, dirigir e reconhecer pessoas. Quando não tratada, a catarata pode evoluir para a perda significativa da visão. A cirurgia é o único tratamento eficaz, consistindo na substituição do cristalino comprometido por uma lente artificial, devolvendo a qualidade visual e a autonomia ao paciente.
Já o pterígio é um crescimento anormal de uma membrana sobre a parte branca do olho, que pode avançar em direção à córnea. A condição está frequentemente associada à exposição excessiva ao sol, ao vento e à poeira, provocando irritação, vermelhidão, sensação de areia nos olhos e, em casos mais avançados, comprometimento da visão. A cirurgia remove esse tecido, aliviando os sintomas e prevenindo prejuízos maiores à saúde ocular.
“É uma parceria da Prefeitura de Caxias e do Governo do Estado. Hoje são mais de 250 pessoas da cidade, da zona rural e de municípios vizinhos. Todas as pessoas que chegaram serão triadas, tanto para catarata quanto para pterígio. É um procedimento seguro, o paciente volta ao médico e o médico entrega o colírio”, frisa Jeferson Coutinho, representante da Média e Alta Complexidade.
“O procedimento cirúrgico da catarata é bastante seguro, mas a pessoa precisa cuidar do pós-operatório, tem que ficar em repouso. O paciente não pode ficar saindo na rua, pegando poeira. Normalmente atinge pessoas acima de 60 anos de idade. É o envelhecimento de uma lente que temos no olho, que se chama cristalino. Quando nascemos, ele é transparente, mas, à medida que envelhecemos, ele vai ficando esbranquiçado. A função da cirurgia é trocar a lente”, destaca Venner Aguiar, médico oftalmologista.
A realização de mutirões reduz a fila de espera por cirurgias especializadas e garante que mais pessoas recuperem a visão e a qualidade de vida. Além de devolver a independência aos pacientes, os procedimentos contribuem para melhorar o bem-estar, a inclusão social e a capacidade de realizar as atividades do dia a dia.
“A vista já foi embora de um lado, mas agora vai voltar hoje, com fé em Deus. Do lado esquerdo é que eu enxergo pouco. Faz muita diferença essa cirurgia. Essa cirurgia é uma coisa de Deus, custa 12 mil reais para operar um olho. E aqui o governo dá essa oportunidade para a gente”, disse Joana dos Santos, moradora do povoado Candeias.