Os idosos atendidos pelos Centro de Referência da Assistência Social dos bairros Mutirão e João Viana participaram de uma roda de conversa com o tema “Nutrição aliada ao tratamento contra ansiedade e depressão”. A atividade teve como objetivo levar informação e incentivar a adoção de hábitos mais saudáveis, mostrando que a alimentação também pode contribuir para o bem-estar físico e emocional.

“Estamos abordando hoje a Nutrição aliada ao tratamento contra a ansiedade e depressão. Este mês de valorização da vida, devemos priorizar a alimentação. A nossa saúde começa pela boca. Devemos buscar alimentos de boa qualidade. As vezes a gente acha que a Ansiedade e Depressão podem ser tratadas apenas com remédios, mas alimentação é um dos principais meios de tratamento”, destaca Andressa Carolina, Nutricionista do Centro de Convivência da Assistência Social dos bairros Mutirão e João Viana.


Durante o encontro, os participantes receberam orientações sobre a importância de manter uma alimentação equilibrada e variada, especialmente na terceira idade. A proposta foi estimular pequenas mudanças na rotina alimentar, valorizando alimentos naturais e nutritivos e reduzindo o consumo excessivo de produtos ultraprocessados, açúcar, sal e gorduras.
A conversa também destacou que alimentação e saúde mental estão relacionadas, mas que a nutrição deve ser entendida como parte complementar do cuidado. Pessoas que enfrentam ansiedade ou depressão devem contar com acompanhamento de profissionais de saúde, e a alimentação saudável pode contribuir para melhores condições de saúde e qualidade de vida.


“A maioria das pessoas não sabem se alimentar da forma correta. E, estamos aqui para orientar da forma correta. A alimentação precisa ser balanceada, o prato deve ser bem colorido”, frisa Andressa Carolina, Nutricionista do Centro de Convivência da Assistência Social dos bairros Mutirão e João Viana.
Entre os hábitos que podem fazer parte da rotina estão: Priorizar frutas, verduras e legumes variados; Consumir feijão, lentilha e outras leguminosas; Dar preferência a alimentos naturais ou minimamente processados; Manter uma boa hidratação ao longo do dia; Consumir proteínas de qualidade, conforme as necessidades individuais; Reduzir o excesso de açúcar, sal, frituras e alimentos ultraprocessados; Evitar longos períodos sem se alimentar; Manter horários regulares para as refeições; Buscar orientação de um nutricionista quando houver necessidades específicas.


A ação reforçou o papel dos Centros de Referência da Assistência Social na promoção da qualidade de vida e na construção de espaços de convivência, informação e cuidado. Para os idosos, momentos como esse representam uma oportunidade de aprender, compartilhar experiências e perceber que mudanças simples nos hábitos cotidianos podem contribuir para uma vida mais saudável e ativa.
“Eu já faço esse equilíbrio. Eu entrei em Depressão e Ansiedade. E, quando eu saí eu mudei minha alimentação, fazendo exercício físico. A alimentação não pode ter muita coisa doce ou salgada. Embora tenha muitas coisas que a gente quer comer, mas não pode”, frisa Hilda Rocha, assistida.


“Eu comia de tudo, mas agora não posso. Tem dois anos que eu e meu esposo, com diabetes. Diminuímos o açúcar e o sal, o óleo. A gente quando é mais novo quer comer de tudo. A gente exagerou e agora estamos com diabetes. É importante comer coisas saudáveis”, destaca Maria Eliana, assistida.





