Técnicos do Ministério da Saúde estiveram em Caxias para acompanhar o Processo de Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical do HIV e da sífilis, além da avaliação das ações relacionadas às hepatites virais, HTLV e aos Selos de Boas Práticas. A visita técnica teve como objetivo conhecer de perto os fluxos adotados pelo município e avaliar a integração entre os diferentes serviços da Rede de Atenção à Saúde, desde a Atenção Primária até os serviços especializados.
De acordo com Verônica Aragão, coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Caxias está sendo avaliada com base nos dados de 2023 e 2024, período em que não houve registro de transmissão do HIV de gestantes para seus filhos.
“Os dados analisados mostram que as gestantes com HIV acompanhadas pelo município não transmitiram o vírus para seus filhos. A visita técnica tem justamente o objetivo de verificar como esse resultado está sendo alcançado na prática, avaliando os fluxos entre a Vigilância Epidemiológica, laboratório, CTA, Atenção Primária, CEAMI e maternidade. A equipe também está verificando os sistemas de informação, os registros e o acompanhamento realizado pelos serviços, para confirmar se todos os processos estão de acordo com os protocolos do Ministério da Saúde. Esse conjunto de ações é fundamental para que Caxias possa avançar no processo de certificação”, frisa.
Durante a programação, os técnicos estiveram na Vigilância Epidemiológica e no Laboratório Central de Caxias, onde conheceram os fluxos de trabalho, os sistemas de informação e a estrutura utilizada para o diagnóstico e acompanhamento dos agravos.
Outro ponto visitado foi a Unidade Básica de Saúde da Baixinha, onde a equipe acompanhou o trabalho desenvolvido pela Atenção Primária e os fluxos de cuidado das gestantes. Segundo Francisca Fernandes, coordenadora municipal dos médicos da Atenção Primária, existe um fluxo organizado para acolhimento, diagnóstico e acompanhamento das gestantes.
“Temos um fluxo definido na rede de atenção à saúde. A gestante é acolhida na Unidade Básica de Saúde, onde são realizados testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites. Em caso de resultado positivo, são solicitados os exames complementares e feito o acompanhamento conjunto com o CTA e o CEAMI. Hoje, o SUS disponibiliza a terapia antirretroviral, que permite reduzir a carga viral a níveis indetectáveis e, com o tratamento e acompanhamento adequados, eliminar o risco de transmissão do HIV da mãe para o bebê. Todo esse cuidado e a qualidade da assistência prestada são fundamentais para o processo de certificação do município”, frisa.
A avaliação também contou com a participação da Coordenação Estadual de IST, Aids e Hepatites Virais, que acompanha o processo desenvolvido em Caxias e a integração da rede municipal com as estratégias de prevenção e assistência. Para Carina Braga, técnica da Coordenação Estadual de IST, Aids e Hepatites Virais, Caxias possui uma rede estruturada para o enfrentamento da transmissão vertical.
“Caxias possui uma rede qualificada, com cobertura de 100% da Estratégia de Saúde da Família, insumos de prevenção e um processo de trabalho organizado. A Atenção Primária com segue identificar precocemente as gestantes, enquanto os demais serviços da rede garantem o acompanhamento e o tratamento necessários. A maternidade também está habilitada e preparada para seguir os protocolos de profilaxia da transmissão vertical. Com todo esse suporte, o município reúne condições para avançar na certificação e fortalecer as ações para que as crianças que nascem em Caxias estejam protegidas do HIV, da sífilis e da hepatite B”, ressalta.
A visita técnica do Ministério da Saúde contribui para avaliar, orientar e fortalecer os fluxos da rede municipal, qualificando as ações de prevenção, diagnóstico, assistência e tratamento. O processo reforça a integração entre Vigilância Epidemiológica, Atenção Primária, laboratório, CTA, CEAMI e maternidade, fortalecendo o cuidado compartilhado e as estratégias para a eliminação da transmissão vertical, da gestação ao nascimento.