Estudantes participam de projeto Educando pela Paz da Justiça Restaurativa

Um alerta sobre saúde mental foi tema da palestra que marcou o encerramento do projeto Educando pela Paz na Unidade Escolar Municipal Santa Catarina de Labouré, no bairro Baixinha. A ação teve como público-alvo alunos do 6º ao 9º ano da escola.

Luís Fernando foi o psicólogo responsável pela palestra e falou sobre o tema tratado. “Hoje falamos sobre o comportamento autolesivo. Muitas vezes os adolescentes não sabem lidar com algumas situações e, por isso, acabam se mutilando, em uma tentativa de fugir um pouco daquela dor, daquele problema, e com isso não buscam ajuda ou as pessoas não percebem esse comportamento. Por isso é importante trabalhar essa prevenção, pois é muito perigoso o comportamento de se machucar”, explicou.

O projeto Educando pela Paz faz parte das ações da Justiça Restaurativa e, em Caxias, é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, em parceria com as escolas do município. O projeto tem como foco fortalecer a cultura de diálogo, o respeito e a resolução pacífica de conflitos, por meio de discussões de temas como indisciplina, bullying, cyberbullying, intolerância religiosa e homofobia.

A representante da coordenação de programas e projetos, Francisca Viana, destacou o objetivo do projeto. “É fortalecer a cultura do diálogo, diminuir a questão da indisciplina e aquelas coisas que acontecem no cotidiano escolar. O projeto acontece uma vez por mês, é uma roda de conversa, um diálogo onde os alunos têm a palavra”, contou.

A coordenadora da unidade, Patrícia Evangelista, falou sobre o impacto do projeto. “Foi um projeto de grande relevância para a escola, pois funcionou em forma de círculo de conversa, onde foram abordadas várias temáticas de grande importância para a nossa escola e para a faixa etária. Temas extremamente relevantes, com problemáticas que acontecem dentro do contexto educacional, problemas relacionados à adolescência, à idade, e eles foram trabalhados com muita delicadeza”, frisou.

“Eles se sentiram mais à vontade, mais livres. Isso impactou de forma positiva em suas vidas, porque eles puderam também se autoajudar durante a realização das rodas de conversa”, disse o professor de Ciências, Werick Carvalho.

Entre os alunos e professores, o Educando pela Paz demonstrou impacto concreto e positivo no cotidiano escolar. O projeto contribuiu para fortalecer a confiança entre as turmas, além de discutir temas importantes e oferecer aos docentes novas formas de lidar com conflitos.

O aluno Luis Miguel elogiou a iniciativa. “Foi muito bom, porque debatia sobre a indisciplina, a educação, agora também sobre automutilação, respeito e diversas coisas. Foi melhor, porque lá na minha sala tinha muito bullying e depois das conversas isso mudou”, disse.

“Eu achei muito importante, ainda mais para trazer para as escolas, porque muitas vezes não acontece e a gente precisa muito disso. A gente pode aprender cada vez mais e repassar para nossos familiares e amigos”, finalizou a aluna Jessica Amanda.