A equipe do Programa Municipal de Combate à Hanseníase, em parceria com profissionais da Unidade Básica de Saúde do bairro Volta Redonda, realizou, nesta semana, uma ação de conscientização nas ruas e avenidas do bairro e áreas adjacentes, dentro da Campanha Janeiro Roxo, no mês dedicado ao combate e à prevenção da hanseníase.

Durante a mobilização, moradores e comerciantes receberam orientações sobre a doença, seus principais sinais e a importância do diagnóstico precoce. Entre os sintomas destacados estão: manchas na pele que não coçam, não doem e não desaparecem, além de formigamento e perda de sensibilidade.

Moradores aprovam a iniciativa. Márcio Medeiros destacou a importância da ação. “Essa iniciativa de o pessoal passar nas ruas entregando panfletos e orientando as pessoas é muito importante. Muitas vezes a pessoa vê uma mancha, acha que é algo simples e deixa passar. Quando vai procurar ajuda, o problema já está mais sério. Essa atitude da equipe de saúde vindo até a comunidade é fundamental, estão todos de parabéns. É importante que a população fique atenta aos sinais e saiba que hoje o SUS oferece tratamento gratuito”, frisa.

A Coordenadora Municipal do Programa de Hanseníase, Fabiana Ferreira, reforçou que o trabalho vai além do Janeiro Roxo. “O bairro Volta Redonda foi identificado como uma das áreas mais endêmicas do município, por isso esse trabalho é contínuo. Em janeiro a gente intensifica as ações por causa do Janeiro Roxo, mas a orientação à população acontece o ano todo. O principal alerta é para que as pessoas fiquem atentas aos sinais e, ao perceberem qualquer sintoma suspeito, procurem a unidade básica de saúde mais próxima”, ressalta.

ACOMPANHAMENTO E TRATAMENTO
A enfermeira Jully, da UBS Volta Redonda, explicou como funciona o atendimento aos pacientes com suspeita da doença. “Quando identificamos uma mancha suspeita, solicitamos a baciloscopia. Se o exame der positivo, o paciente é notificado e o médico faz a prescrição e solicita os demais exames. A medicação é fornecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. O tratamento pode durar seis ou doze meses, dependendo da quantidade de manchas. Nós, enfermeiros, acompanhamos esses pacientes de forma contínua, com exames a cada três meses para avaliar funções hepáticas e renais, além da avaliação dermato-neurológica, para identificar possíveis reações ou perda de sensibilidade”, explica.

No início da semana, a ação aconteceu no bairro Cangalheiro. A enfermeira Débora Ellen ressaltou a importância da busca ativa. “Investir na busca ativa de manchas e outros sintomas é uma ferramenta essencial da saúde pública. Muitas pessoas ainda não sabem que estão doentes. Quando entramos na comunidade, conseguimos identificar precocemente os casos, interromper a cadeia de transmissão e iniciar o tratamento no tempo certo, evitando sequelas. A hanseníase tem cura, mas o diagnóstico tardio pode causar incapacidades permanentes”.

A Prefeitura reforça que a hanseníase tem tratamento e cura, e que todas as unidades básicas de saúde do município estão preparadas para realizar o atendimento, exames e acompanhamento dos pacientes de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde.







