Formação ‘Caxias Sem Escravidão’ discute prevenção, acolhimento das vítimas e combate a trabalho escravo

A formação continuada “Caxias Sem Escravidão” foi realizada com o objetivo de fortalecer o enfrentamento ao trabalho escravo ou situações análogas a de escravo. Organizada pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres, o encontro reuniu integrantes da Secretaria Municipal de Proteção Social, Primeira Infância e Pessoa Idosa e do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, no Memorial da Balaiada.

Esta formação é importante, porque caso chegue alguma pessoa com alguma denúncia, vamos saber como agir, para onde devemos fazer encaminhamento. Ainda existe trabalho escravo e o Maranhão ainda tem casos. E, é muito bom que possamos conhecer e saber como agir nestes casos”, frisa Maciane Pereira, servidora da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres.

“O conhecimento dos dados dos últimos anos, tivemos muitos trabalhadores resgatados. As pessoas são levadas para as grades cidades e quando chegam lá vivem situações degradantes, tem seus documentos levados. Além disso, estamos enfatizando o fluxo de atendimento, para sabermos o que fazer quando esta pessoa é resgatada”, ressalta Jeverson Brito, sepervisor da Secretaria Municipal Adjunta de Direitos Humanos.

A formação abordou temas fundamentais para a identificação e o combate às violações, como condições degradantes de trabalho, jornada exaustiva, trabalho forçado e restrição de liberdade. Os participantes discutiram estratégias de prevenção, acolhimento e encaminhamento das vítimas, além do papel dos serviços públicos na proteção e garantia de direitos. O debate contribuiu para ampliar o conhecimento técnico e a atuação integrada das equipes.

Quando chega até a gente, nós atendemos e encaminhamos aos órgãos competentes. O que a gente percebeu durante a palestra é que Caxias e Codó, tem pessoas que saem e vão para outras cidades, e vivenciam a situação análoga a de escravo e voltam. E, nosso papel é acolher e cuidar dessas questões, porque as pessoas chegam abaladas”, frisa Talita Soares, psicóloga do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador.

O objetivo central da formação foi promover a dignidade e a justiça para trabalhadores e trabalhadoras, fortalecer a prevenção ao trabalho escravo e contribuir para a reinserção social das vítimas. A ação também buscou sensibilizar a sociedade para essa realidade ainda presente, estimulando a denúncia e a vigilância social. Informações e denúncias podem ser feitas pelo Disque 100 ou, em Caxias, pelo telefone (99) 98123-0603.

Este momento é importante para que possamos conhecer a competência de cada um frente ao trabalho escravo. Inclusive dia 28 foi o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. E, o nosso objetivo é trabalhar em rede. Caxias tem casos de trabalho escravo, então, o nosso objetivo é fortalecer esta rede para que possamos ter um resultado melhor”, frisa Nilcéia Surama, coordenadora da Proteção Social Especial.