Protocolo ‘Não é Não’ é levado a empresas e estabelecimentos e visa garantir proteção às mulheres

Reforçando o combate à violência e ao assédio durante o período carnavalesco, a Secretaria Municipal de Política para as Mulheres e Direitos Humanos está realizando capacitações sobre o Protocolo “Não é Não” em empresas de Caxias. A iniciativa tem como objetivo orientar trabalhadores e gestores sobre como agir diante de situações de importunação e garantir acolhimento adequado às vítimas.

A coordenadora do Centro de Referência e Atendimento à Mulher, Rafaela Alencar, explicou sobre a ação. “A gente está intensificando durante o período do carnaval, mas ele é um protocolo que durante o ano inteiro vamos estar capacitando todas as empresas, principalmente as empresas que vendem bebidas alcoólicas, até porque existe a obrigatoriedade da lei. Agora, nesse período do carnaval aqui no Corredor da Folia, resolvemos intensificar nos bares e o objetivo é fazer com que essas mulheres saiam de casa e se sintam mais seguras durante o período carnavalesco”, disse.

Durante a capacitação, os profissionais estão recebendo informações e orientações sobre prevenção, identificação de casos e quais os procedimentos corretos para o combate à violência. O empresário, Johnatan Brito, destacou a importância do trabalho. “A gente está aqui recebendo a Secretaria da Mulher e eu gostei muito, abracei essa causa. Eu, como empresário da cidade, estou aqui para parabenizar a equipe, pois esse projeto é muito importante para a nossa cidade”, frisou.

“A gente sabe que as taxas de feminicídio e de violência contra a mulher só crescem, então, quanto mais espaços abertos para o acolhimento dessas mulheres, melhor”, destacou Isabelle Gomes, colaboradora do Nogueira Grill.

O Protocolo “Não é Não” é uma norma federal, para que casas noturnas, bares, restaurantes e shows com venda de álcool adotem medidas de proteção para mulheres contra assédio e violência sexual. O reforço dessas ações durante o Carnaval visa garantir mais segurança para quem vai curtir a folia, além de incentivar a denúncia e o acolhimento.