O Projeto Dom Luís D’Andrea celebrou, no último dia 22 de março, um ano de atuação, promovendo acolhimento e desenvolvimento para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade em Caxias. Atualmente, mais de 100 jovens são atendidos nos turnos da manhã e da tarde, com acompanhamento educacional no contraturno escolar e apoio de orientadores sociais.

Ana Maria, coordenadora do Projeto Dom Luís D’Andrea, falou sobre o trabalho desenvolvido. “O projeto veio com o objetivo de acolher as crianças e adolescentes em vulnerabilidade aqui da nossa redondeza. Estamos situados aqui no Mutirão, mas a gente acompanha crianças de vários bairros adjacentes. Aqui nós os acompanhamos com atividades complementares da escola no contraturno da escola. Eles recebem um acompanhamento das atividades, nós temos os orientadores sociais que ajudam nesse acompanhamento das atividades da escola, mas paralelo a isso eles têm as atividades de interação e desenvolvimento”, disse.


O projeto é uma obra social da Diocese de Caxias, por meio da Paróquia Nossa Senhora das Graças, em parceria com a Prefeitura Municipal e vai além do reforço educacional, também oferecendo atividades de desenvolvimento físico, social e emocional aos assistidos. Entre elas, estão Capoeira, Jiu-Jitsu e outras atividades esportivas, que contribuem para disciplina, convivência e qualidade de vida.


O aluno do projeto, João Pedro, contou sobre as atividades que participa no projeto. “Eu gosto de estudar, brincar e vir para a capoeira aqui. Para mim, o projeto é um outra lar e uma família. Aqui aprendo muito”, disse.
Maria Aparecida, aluna do projeto, destacou que se sente acolhida. “É um lugar que me sinto muito acolhido, quando chego da escola já penso em me arrumar para vir, não posso faltar, porque aqui é um lugar muito importante para mim. Aqui desenvolvo mais minhas atividades escolares, familiares é sociais”, contou.

Além disso, os assistidos também participam de rodas de conversas e ações de orientações, trazendo temas relevantes, contribuindo para a formação cidadã. A psicóloga, Auxiliadora de Jesus, foi responsável por uma atividade de orientação com os assistidos e falou sobre a importância desses momentos. “São temas interessantes, pois ainda se tem preocupações com jogos virtuais, a quantidade de sexualização em músicas e as crianças estão crescendo com uma vulnerabilidade muito grande”, disse.



