A Secretaria Municipal de Saúde realizou, no período de 02 a 06 de março, o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), uma importante ferramenta no monitoramento e combate às arboviroses no município. O levantamento foi feito pela Unidade de Vigilância em Zoonoses.
“É uma estratégia preconizada pelo Ministério da Saúde. Em Caxias, temos uma situação de alerta. É preciso que as ações sejam realizadas, fazendo visitas domiciliares, vistoriando quintais, depósitos de água, e estamos realizando as ações de educação em saúde, em instituições públicas e empresas privadas”, destaca Maryanne Morais, coordenadora do Núcleo de Educação em Saúde da UVZ Caxias.
A ação integra as estratégias do Programa de Controle das Arboviroses e tem como principal objetivo identificar a presença de focos do mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika vírus. Além disso, o levantamento permite mapear as áreas com maior risco de infestação, possibilitando a intensificação de medidas preventivas e ações de educação em saúde junto à população.
De acordo com os dados obtidos, Caxias apresentou índice de infestação de 1,4%, o que configura uma situação de alerta para o risco de surto dessas doenças. O resultado reforça a necessidade de atenção redobrada por parte do poder público e, principalmente, da população, no combate aos criadouros do mosquito.
“Nossos agentes realizam visitas de dois em dois meses, e os donos de oficinas e sucatas e moradores fiquem atentos para retirar focos do mosquito. No período chuvoso é mais crítico. E a gente sabe que em Caxias está predominando este clima quente e chovendo de forma reduzida. É neste tipo de temperatura que o Aedes aegypti se prolifera”, explica Maryanne Morais, coordenadora do Núcleo de Educação em Saúde da UVZ Caxias.
A gestão municipal destaca que o enfrentamento ao Aedes aegypti é uma responsabilidade coletiva. Medidas simples, como evitar o acúmulo de água parada em recipientes, manter caixas d’água bem vedadas e descartar corretamente o lixo, são fundamentais para reduzir os índices e proteger a saúde da comunidade.
“A fêmea do mosquito coloca os ovos nas paredes dos depósitos que contêm água. Às vezes a gente pensa que só jogar a água fora vai destruir o ovo, mas não. O ovo, em um ambiente seco, cria uma resistência, ele fica por mais de 1 ano. E, quando receber água, aquele ovo vai se ativar, vai eclodir e vai começar aquele ciclo, e em poucos dias teremos um mosquito adulto”, ressalta Maryanne Morais, coordenadora do Núcleo de Educação em Saúde da UVZ Caxias.
Com base nos dados do LIRAa, as equipes de saúde irão intensificar as ações nos bairros mais críticos, promovendo visitas domiciliares, orientações educativas e outras iniciativas voltadas à prevenção e controle das arboviroses.