Uma Oficina Intersetorial Municipal da Planificação da Saúde, reunindo profissionais que atuam na Atenção Primária da Rede de Atenção à Saúde do município, foi realizada no auditório da Prefeitura Municipal, com o objetivo de dar continuidade às ações dos ciclos de planificação voltadas ao cuidado com pacientes com condições crônicas.
“Nós estamos falando sobre condições crônicas. Nós temos uma facilitadora do Estado para nos apresentar a nova ficha do paciente de condições crônicas. O intuito é capacitar os médicos para reconhecer esses pacientes que precisam de mais cuidados. Quando você utiliza a ficha, você classifica o paciente em baixo, médio, alto risco ou muito alto risco. Quando você conhece a sua população, você sabe a qual paciente vai dar mais atenção e compartilhar o cuidado com os especialistas”, ressalta Francisca Fernandes, coordenadora dos Médicos da Atenção Primária.
“É uma oficina da Planificação. Estamos reunidos com profissionais das unidades básicas de saúde. O nosso intuito é fortalecer o circuito de atenção contínua ao cuidado com o paciente dentro das unidades básicas. De forma especial, estamos focando nas pessoas que são os doentes crônicos diabéticos, levando esse cuidado com a saúde cada vez mais perto dos pacientes que adentram as unidades”, destaca Lisiane Bezerra, coordenadora da Atenção Primária.
A Oficina foi importante para realizar o planejamento de estratégias e o uso de ferramentas como o Telenordeste, com diversos profissionais especializados. Além disso, o momento foi importante para o fortalecimento dos processos de trabalho das equipes de saúde. Em casos de pacientes com condições crônicas, foi ressaltado que não basta a equipe querer um bom acompanhamento; as pessoas também precisam seguir as orientações.
“Nós fazemos esta ligação do paciente, da localidade onde ele mora até a Unidade Básica de Saúde. Apesar de o agente não ter capacidade de diagnóstico, ele pode encaminhar até a Unidade, onde o paciente será avaliado pelo médico ou enfermeira, onde vai ser tratado. E, dependendo da situação, ele também é encaminhado para a média e alta complexidade”, ressalta José de Arimatéia, Agente Comunitário de Saúde.
“Hoje, as doenças crônicas, hipertensão e diabetes, são comorbidades de pacientes que requerem mais atenção dentro das unidades básicas de saúde. A gestão municipal dá suporte e trabalha de acordo com a realidade, mas o usuário precisa ter autonomia para que as comorbidades não se agravem”, ressalta Michelline Brayner, enfermeira e tutora da Planificação da Região de Caxias.