2º Encontro Regional de Veículos Antigos de Caxias reúne colecionadores e encerra programação com premiação

O 2º Encontro Regional de Veículos Antigos, promovido pelo Clube de Veículos Antigos de Caxias, foi encerrado nesse sábado (8), após dois dias de programação que reuniram apaixonados pelo automobilismo e pela história dos carros. O evento contou com a participação de mais de 200 colecionadores e visitantes de diversas cidades do Maranhão e do Piauí.

“O evento resgata raízes de lembranças, memórias, família que construiu um sonho. Foi um evento que agradou o público de crianças a idosos. Fiquei surpreso com uma criança entrando com o seu carrinho no bolso, um senhor com uma Toyota Bandeirante, uma coisa mais linda. Mas ele queria mostrar o carro dele. Estamos muito felizes com esta edição. O meu carro é um Ômega, e ele é equipado com motor 3.0 alemão. É um carro fenomenal, que na época já tinha computador de bordo, em 1994, hoje tem carro que em 2026 que não tem computador de bordo, um painel digital. E eu fui buscar ele a 2 mil e 400 km de distância”, ressalta Fernando da Silva, organização do 2º Encontro de Veículos Antigos de Caxias.

“O nosso encontro foi um sucesso, mais de 200 inscrições. Achamos que até ultrapassou a nossa meta. E o CEVAC fazemos isso, não para nós, mas para os colecionadores e para as pessoas que vêm visitar. Nós temos crianças de 1 ano a pessoas de 90 anos. O antigomobilismo são só os carros que são antigos, mas as pessoas são jovens na cabeça”, ressalta Zizi, organização do 2º Encontro de Veículos Antigos de Caxias.

Durante os dois dias de encontro, o público teve a oportunidade de conhecer de perto veículos que marcaram diferentes gerações, além de compartilhar histórias e experiências entre colecionadores. A programação também fortaleceu o intercâmbio entre os clubes e admiradores de veículos antigos de diferentes municípios dos dois estados.

“Eu tenho de coleção 4 veículos: uma D 40, uma Brasília e duas F 75. Eu comprei um caminhão para trabalho e depois tive um problema interno com um trabalhador. E eu disse que ia colocar pra coleção também. Hoje eu tenho um prazer de expor ele. Só eu e, no máximo, meu filho pega nele. É um carro que tem 41 anos. Nós somos crianças que brincava de carrinho, e hoje a gente só aumentou o tamanho dos brinquedos”, frisa Ulisses Ávila, dono de veículo.

“O meu fusquinha azul calcinha 1968 foi adquirido 0 km pelo meu avô, minha mãe dirigiu ele, e eu estou cuidando dele. Eu tive a oportunidade de recuperá-lo e venho, há quase 15 anos, trabalhando na restauração dele, sempre tentando colocar ele no estado mais original possível. Nós tivemos uma oportunidade, era uma paixão do meu pai também. Temos outros carros que estão em trabalho de desenvolvimento, como um Monza e um Del Rey, uma Pampa. Eu quero passar essa paixão para o meu filho. E este evento é um evento de sucesso, na sua 2ª edição, ambiente totalmente familiar, onde as crianças frequentam os seus pais. O vínculo familiar que eu desenvolvi com este carro é o mais importante. O meu carro tem mais quase 60 anos de uso, e eu tento colocar o mais original possível”, frisa James Lobo, colecionador.

No encerramento, foi realizada a premiação dos destaques do encontro, com categorias que reconheceram os veículos mais antigos, os modelos mais originais e os participantes que viajaram a maior distância para prestigiar o evento, entre outras homenagens. A proposta reforçou a paixão pelo antigomobilismo e contribuiu para valorizar a preservação de verdadeiras relíquias da história automobilística.

“Já temos dois anos que nos organizamos e a cada ano vem crescendo. Nós ganhamos na maior distância percorrida, dá quase 500 km. O nosso segundo encontro lá vai ser em outubro, mas aqui é uma maravilha, aqui é perfeito, coisa chique”, disse Flaviano Santos, colecionador de Buriticupu.

“Estamos desde 2019 em Bacabal reunindo os amigos, e hoje estamos em Caxias. A gente está gostando demais, eles estão de parabéns. Nós recebemos troféu com o Clube com o Veículo Mais Antigo e com mais veículos o 2º lugar”, disse Deise Leal, colecionadora da Associação de Veículos Antigos do Médio Mearim (AVAMM).

“Meu veículo é uma F 75, placa preta, ano 1974, com 90% de originalidade, na cor verde. Eu não posso nem expressar minha emoção, é uma coisa que a gente gosta, é um hobby, a gente se sente gratificado”, destaca Junior Ramalho, colecionador.