A Prefeitura de Caxias realiza, até o próximo dia 14, a Semana Municipal de Controle e Combate à Leishmaniose, com uma programação voltada à conscientização da população e ao fortalecimento das ações de prevenção. As atividades acontecem em escolas e comunidades, levando informações sobre a doença, os cuidados necessários e a importância da participação da população no controle da leishmaniose.
“Hoje é o Dia de Combate à Leishmaniose. Já fazemos o encoleiramento e estamos só reforçando. É importante que a população participe desse combate. Hoje nós temos ferramentas para prevenir, e a principal delas é o encoleiramento. Já encoleiramos mais de 104 mil animais. Cada coleira custa mais de R$ 100 reais, pra você ter uma ideia. A cada seis meses fazemos a troca da coleira”, explica Daniel Augusto, supervisor de campo da Unidade de Vigilância de Zoonoses.
A leishmaniose é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero Leishmania e transmitida pela picada de pequenos insetos conhecidos como flebotomíneos, popularmente chamados de mosquito-palha. A doença pode atingir pessoas e animais, especialmente os cães, que têm papel importante no ciclo de transmissão da leishmaniose visceral. Entre as formas de prevenção estão manter os ambientes limpos, evitar o acúmulo de matéria orgânica, folhas e resíduos, utilizar telas e outras medidas de proteção e manter os animais sob acompanhamento das equipes de saúde e vigilância.
Em Caxias, o trabalho preventivo já alcançou uma marca expressiva: mais de 100 mil animais foram beneficiados com o encoleiramento, estratégia que contribui para reduzir o contato dos cães com o mosquito-palha e, consequentemente, diminuir o risco de transmissão. Durante a Semana Municipal, também está sendo realizada a capacitação dos agentes da Unidade de Vigilância de Zoonoses, fortalecendo a preparação das equipes para as ações de vigilância e controle da doença. A proposta reforça que combater a leishmaniose é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a comunidade.
“São mais de 38 mil animais examinados e somente 1.500 foram testados positivos, é um trabalho eficaz. Já está previsto para chegar mais de 16 mil coleiras. Nós já estamos no 8º ciclo. Há a necessidade de que todos os animais tenham a coleira, porque Caxias é uma área endêmica para o calazar, e a coleira já está comprovada, que ela é eficaz neste combate”, frisa Daniel Augusto, supervisor de campo da Unidade de Vigilância de Zoonoses.