Semana Municipal de Controle e Combate à Leishmaniose é encerrada com visita às residências no Centro

A Semana Municipal de Controle e Combate à Leishmaniose chega ao fim em Caxias com um importante alerta para a população: a prevenção precisa continuar todos os dias. Durante a programação, foram realizadas ações de conscientização junto a comunidade.

A leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, é uma doença grave causada por um protozoário do gênero Leishmania. A transmissão ocorre por meio da picada da fêmea do flebotomíneo infectado, conhecido popularmente como mosquito-palha. O inseto pode adquirir o parasita ao picar um cão ou outro animal infectado e, posteriormente, transmitir a doença ao picar uma pessoa.

Estamos na Semana de Combate a Leishmaniose. Ao longo dos anos, já estamos no 8º ciclo, e estamos na luta, tendo todo o cuidado, para que as coleiras sejam bem utilizadas. A gente troca das coleiras a cada seis meses, fazemos os testes rápidos. Hoje estamos apenas com três casos de Leishmaniose no município, mostrando que temos uma trabalho com grande eficácia no município”, destaca Gleidson Negreiros, coordenador dos Agentes de Endemias.

Os cães têm papel importante nesse ciclo porque são uma das principais fontes de infecção para o inseto transmissor em áreas urbanas. Por isso, o cuidado com os animais também representa uma forma de proteger toda a comunidade. Em Caxias, o trabalho de prevenção já alcançou mais de 100 mil cães com o encoleiramento. A coleira impregnada com inseticida atua como uma barreira de proteção: o princípio ativo, como a deltametrina, é liberado gradualmente e se distribui pela pele do animal, exercendo efeito repelente contra o flebotomíneo e reduzindo a possibilidade de que o mosquito-palha faça o repasto sanguíneo no cão.

O objetivo é conscientizar a população sobre a importância do uso da coleira. Durante toda a semana, tivemos uma série de ações dentro da Semana Nacional de Controle e Combate a Leishmaniose, e hoje, como está sendo realizado o encoleiramento no Centro da cidade, estamos com esta mobilização para fortalecer estas ações. Todo animal, a partir dos três meses de idade tem que usar a coleira para evitar, que o parasita transmita o vírus, para o vetor, e depois para o ser humano”, ressalta Raydelane Pinto, Coordenadora do Núcleo de Educação Permanente da Unidade de Vigilância de Zoonoses.

A coleira evita e reduz o contato do inseto com o cão. Estudos citados pelo Ministério da Saúde demonstram o potencial das coleiras impregnadas com inseticida como ferramenta de controle, e o próprio Ministério reconhece o encoleiramento como uma das ações de prevenção da leishmaniose visceral.

Estamos encerrando com a mobilização social. A Leishmaniose precisa de uma atenção especial, e por isso os cães devem estar encoleirados, mas os quintais devem estar limpos, o mosquito gosto do lixo úmido. As pessoas podem levar os cães até a Unidade de Vigilância de Zoonoses para fazer a testagem e depois encoleirar”, explicou Kelly Anny, coordenadora da Unidade de Vigilância de Zoonoses.

A população também pode fazer a sua parte. É importante manter os quintais limpos, retirar folhas, frutos e outros materiais orgânicos em decomposição, dar destino adequado ao lixo, evitar locais úmidos e sombreados que favoreçam a presença do vetor e manter os abrigos dos animais sempre higienizados. Para proteção individual, também podem ser utilizados telas, mosquiteiros e repelentes em áreas de risco.

Outro cuidado fundamental é observar os animais e procurar orientação dos serviços de saúde e de vigilância de zoonoses diante de qualquer suspeita. A leishmaniose visceral também pode atingir seres humanos e, quando apresenta sintomas como febre prolongada, perda de peso, fraqueza e aumento do fígado e do baço, o atendimento médico deve ser procurado o quanto antes.