A Secretaria Municipal de Educação, Ciências e Tecnologia de Caxias realizou o 4º Encontro Formativo para Auxiliares de Salas de Leitura. O momento reuniu profissionais que atuam nesses espaços da rede municipal de ensino, com o objetivo de fortalecer conhecimentos e compartilhar experiências que contribuam para tornar a leitura cada vez mais presente no cotidiano dos estudantes.
“Hoje estamos realizando o 4º encontro para que eles possam renovar suas práticas, para que eles possam sair daqui renovados e possam trabalhar a leitura e escrita no município. Estamos como palestrante o professor Elizeu Arruda, é um grande incentivador da leitura no município, e certamente trará contribuições para que estes profissionais saiam mais motivados e serem formadores de leitores onde atuam”, frisa Ricardo Murilo, Coordenador das Salas de Leitura.
Durante o encontro, que ocorreu no Memorial da Balaiada, também foi realizado o lançamento do livro Ubiranir e a Missão de Curar, de autoria do professor doutor Elizeu Arruda de Sousa. A obra aborda aspectos relacionados aos povos indígenas e amplia as possibilidades de utilização da literatura como ferramenta de conhecimento, valorização cultural e reflexão dentro das escolas.
“Estamos aqui para dialogar com estes profissionais, sobre as formas de serem fomentadas, até mesmo para contrapor aos meios digitais, tem que haver a convivência entre esses dois suportes, o livro e os mecanismos digitais. O livro ele tem como temática este manancial indígena, fazendo reflexão sobre cultura indígena, relação com o meio ambiente e relações humanas”, frisa Elizeu Arruda, professor e palestrante.
Os profissionais participaram ainda de uma roda de conversa sobre estratégias para dinamizar o trabalho desenvolvido nas salas de leitura, discutindo novas formas de incentivar o hábito da leitura e aproximar os estudantes dos livros. Atualmente, Caxias conta com 74 salas de leitura, sendo 13 localizadas na zona rural e 61 na zona urbana, espaços que desempenham um papel importante na formação educacional e cultural dos alunos da rede municipal.
“Nós temos um projeto que trabalhamos conforme o professor trabalha em sala de aula, mas tem outros que trabalhamos fora do que ele trabalha em sala de aula, temos o projeto Literarte, onde os alunos produzem. O nosso objetivo é fazer ele se familiarizar com a leitura e escrita”, frisa Elineide Fernandes, do Centro de Educação Infantil Francileide Leal.
“Nós trabalhamos com os alunos autistas, temos os demais alunos, e nós trabalhamos em parceria com as professoras e a gestão escolar, temos do projeto do meio ambiente das hortas comunitárias que envolve todo mundo”, frisa Conceição de Maria, auxiliar da Sala de Leitura da Escola Jovem Tales.
“Nós temos ampliado as nossas salas de leitura para incentivar as crianças a ler e escrever. Com a melhoria do IDEB, nós vimos o resultado e nos deu uma responsabilidade maior. Temos melhorado a infraestrutura das escolas, ampliando as salas de leitura, e agora vamos fazer as avaliações bimestrais para que a gente saiba quem está ou não aprendendo”, frisa Adenilson Dias, secretário municipal de Educação, Ciências e Tecnologia.