Acadêmico com autismo apresenta trabalho dentro da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla

Com objetivo de fomentar o debate sobre inclusão e acessibilidade, Núcleo de Acessibilidade da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) Caxias promoveu uma ativada alusiva o Dia D da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência, na tarde da última quinta-feira (27).

O professor e intérprete de libras, Rogério Ribeiro, falou sobre a atividade. “Este momento é um momento muito especial para nós que trabalhamos no Núcleo de Acessibilidade da UEMA, porque nós estamos aqui com o objetivo de promover essa inclusão e dar espaço para esses alunos, falar para eles que a universidade é um local para eles, um local em que eles têm direito de estar”, disse.

A atividade contou com uma apresentação do Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) do estudante, Marcelo Silva, do curso de Ciências Biológicas, que teve como tema “Estratégia Metodológicas para o ensino de Ciências Biológicas para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Escolas Públicas”. O estudante falou sobre o trabalho, “O trabalho vai falar principalmente sobre as dificuldades, as estratégias que são utilizadas para poder ensinar esses alunos que têm essa deficiência. Foi bastante gratificante escrever, até porque eu sou uma pessoa com TEA, e eu entendo quais os problemas e dificuldades que nós passamos. Eu acho que é um tema bastante relevante para o meio acadêmico-científico”, explicou.

Na oportunidade, foi realizado também uma roda de conversa com estudantes e colaboradores do Núcleo de Acessibilidade. A atividade abordou reflexões sobre a importância de ampliar o acesso e a permanência de pessoas com deficiência nos espaços educacionais.

A estudante, Giovana Avelar, elogiou a iniciativa, “eu acho que é muito importante, não só esse evento, mas todos esses esforços que a UEMA tem para promover a inclusão, porque dá mais oportunidades para a gente, que tem alguma neurodivergência, para conseguir se formar sem ter que enfrentar tantas barreiras, quanto a gente teria que enfrentar em outras situações”, disse.

“É muito importante porque quando a gente sai do ensino médio, achamos que não vamos ter oportunidade na faculdade, por conta das nossas dificuldades, não só autismo, mas tem desleixa e outras. A gente passar por esse momento é mostrar pros outros que a gente é capaz, mesmo com as nossas dificuldades, as nossas limitações”, finalizou Estefane Xavier, estudante.